Enriquecendo as aulas de Língua Portuguesa

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Lista de Hábitos de Estudos – 7º ano

Leia atentamente o texto a seguir, depois, responda às questões subsequentes.

TEXTO I: Poleiro de porco

Seu Gervásio tem um porco

Mas o porco nunca aprende

E engorda a olhos vistos

Seu Gervásio lhe dá agora

Uma dieta de alpiste.

O porco não dá boa tarde,

E bom-dia não dá também

Mas já canta o dia inteiro,

O que será que o porco tem?

Seu Gervásio ainda não sabe,

O alpiste ao porco faz bem,

Ele canta e eu também canto,

Pois eu como do alpiste também.

Sérgio Caparelli, 111 poemas para crianças. Porto Alegre: L&PM, 2007

Questão 1

De acordo com o título do poema, o poleiro pertencia ao porco. A informação dada pelo título causa algum tipo de estranheza ao leitor? Explique.

Questão 2

Na última estrofe do poema, o eu lírico se identifica com o porco de seu Gervásio. Explique de que maneira eles se assemelham.

Questão 3

O verbo DAR, presente na segunda estrofe do texto, é um verbo regular, pois, quando conjugado, não sofre alteração no radical ou nas desinências.

A informação acima está correta? Explique.

Questão 4

Os advérbios são palavras que indicam as circunstâncias em que se dá a ação verbal, relacionam-se diretamente ao verbo, mas também podem intensificar o sentido de adjetivos e, até mesmo, de advérbios.

Na segunda estrofe do texto I, há dois advérbios, identifique e classifique-os. Em seguida, reescreva a estrofe substituindo os advérbios que você encontrou por outros de mesma classificação para que o sentido do texto seja mantido.

Questão 5

Complete as lacunas com os “por quês” adequados.

a)    Ricardo, ____________ você está cansado?

b)    Não entendi o ____________ da rebeldia dele.

c)    Comer legumes é bom _____________?

d)    Estou cansado _____________ trabalhei muito.

e)    Estudar é bom _____________ nos deixa sábios.

Questão 6

A- Acrescente advérbios às frases seguintes, de acordo com a circunstância solicitada.

• A empresa lucrou. (intensidade/ tempo/ lugar)

• O baile terminou. (tempo/ modo)

• As torcidas organizadas provocaram confusão. (afirmação/negação/dúvida)

B- Substitua as locuções adverbiais por um advérbio, sem alterar o sentido das frases.

• Com a chegada da polícia ao cassino, os jogadores saíram ÀS PRESSAS.

• A chuva desabou DE REPENTE, sem que esperássemos.

• EM BREVE vão inaugurar aqui um lava-rápido.

• COM CERTEZA, vou usar esta camisa.

C- Intensifique o sentido dos advérbios em destaque usando advérbios de intensidade.

• Não sabia que você dirigia MAL.

• Moro LONGE da escola.

• Costumo acordar CEDO todos os dias.

• Apesar do despreparo físico, o time jogou BEM.

TEXTO II: Qual é o segredo dos encantadores de serpentes?

Todas as cobras, inclusive a naja, usadas nas apresentações de encantadores, SÃO praticamente surdas. Quando o encantador ABRE o cesto onde a serpente está, ela se LEVANTA naturalmente, porque costuma ficar com parte do corpo na posição ereta.

O que DESPERTA a curiosidade do animal, então, É o movimento que o encantador faz com a flauta. Se ele mexer a mão do mesmo jeito que mexe a flauta, a cobra responderá da mesma maneira. Alguns encantadores passam xixi de rato na ponta da flauta, o que ATIÇA o faro da naja e ajuda a manter sua posição.

Marcelo Duarte. A arca dos bicho. São Paulo: Companhia das letrinhas, 1999, p.55

Questão 7

Conforme estudamos em nossas aulas, verbo é a palavra que indica ação, estado, mudança de estado ou fenômeno da natureza.

a)    Dos verbos destacados neste texto, quais indicam:

• estado?

• ação?

b)    Identifique no texto uma locução verbal. Qual é o verbo principal? E o auxiliar?

c)    De um exemplo de frase com verbo indicando fenômeno da natureza.

Questão 8

Todos os verbos existentes em Língua Portuguesa pertencem apenas a três conjugações. Indique a que conjugação pertencem os verbos destacados no texto.

Questão 9

a)    Volte ao texto II e conte o número de períodos.

b)    Retire do texto um exemplo de oração.

c)    O último período do texto é classificado como simples, pois ele é de curta extensão.

A informação acima está correta? Justifique.

Questão 10

As preposições são palavras responsáveis por fazer a união entre outras palavras de uma mesma oração ou entre períodos, funcionam como uma espécie de elo e garantem o sentido das frases.

Identifique as preposições presentes no texto. Se necessário, cante a canção que aprendemos em sala. Depois, crie frases utilizando as preposições que você encontrou.


Armadilhas verbais

Algumas formas verbais podem provocar dúvidas, principalmente as de certos verbos raros, irregulares ou defectivos

Verbos irregulares em “-iar”
a) Para anunciar o último debate político na Globo, em outubro, o jornal publicou: “Bonner media o programa”. O redator se esqueceu de que o verbo mediar é um dos irregulares entre os geralmente regulares terminados em -iar. São quatro os irregulares com tal terminação:mediar, ansiar, incendiar e odiar. Intermediar e remediar, derivados de “mediar”, como ele se conjugam.

Então o redator da notícia global teria escrito melhor: “Bonner medeia o programa”. É preciso reconhecer que há uma tendência à regularização dos verbos e à simplificação geral da língua, o que explica em parte o “media” do texto. De todo modo, para não esquecer de que entre os verbos em -iar há quatro irregulares, basta lembrar o nome do mês de maio, pois as quatro letras iniciais desses verbos formam essa palavra: “mediar”, “ansiar”, “incendiar”, “odiar”.

Todos se conjugam como “odiar”. Odeio, medeio, anseio, incendeio. Com eles, claro, os derivados intermedeio e remedeio. (Ganham um E nas formas rizotônicas – tônica na raiz.)

b) Mobiliar é proparoxítono (tônica na antepenúltima sílaba), nas formas rizotônicas: mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobilieis, mobíliem; mobílie, mobílies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobíliem.

São regulares os outros: adiar, afiar, agenciar, arriar, comerciar, desfiar, diligenciar, premiar, sentenciar  etc.:  adio, afio, agencio, arrio, comercio, desfio, diligencio, licencio,  premio, sentencio.

(Os maiores dicionários indicam a conjugação de verbos, principalmente  irregulares.)


Quando “ver” vira “vir” (Confusão no futuro do subjuntivo)

Os verbos ver e vir confundem-se no futuro do subjuntivo. O mesmo ocorre com os compostos: antever, prever, rever etc.; convir, intervir, revir etc. O resultado dessa aparente mudança de identidade são escorregões formais até de pessoas bem escolarizadas.

É preciso tomar cuidado então para não dizer coisas como:

“Se ela me ver” ou “Quando ela me ver”.

Deve ser “vir”,  futuro do subjuntivo de “ver”:

“Se ela me vir”; “Quando ela me vir”.

Pode-se extrair o futuro do subjuntivo do pretérito perfeito do indicativo, terceira pessoa do plural.

Verbo VER: eles viram; tira-se o sufixo (am) e obtém-se a primeira pessoa do futuro do subjuntivo: VIR.

Verbo VIR: eles vieram; menos a terminação (am) e obtém-se a primeira pessoa do futuro do subjuntivo: VIER

Futuro do subjuntivo
VER VIR
Vir Vier
Vires Vieres
Vir Vier
Virmos Viermos
Virdes Vierdes
Virem Vierem

Convém notar que prover difere do modelo de ver. Conjuga-se como ver em presente do indicativo (provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem), mas se torna regular no pretérito perfeito, de modo que sua terceira pessoa plural é proveram: provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram (-am) = prover.

Portanto, em prover, o futuro do subjuntivo e o infinitivo pessoal têm a mesma forma, como ocorre com todos os verbos regulares:  prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem.


Em “pôr” e “querer”, só “S”
Em textos distraídos, de vez em quando aparecem coisas como “puzer”  ou “quizeste”, formas incorretas e antigas. O dicionário de Moraes e Silva, edição de 1813, por exemplo, registra: “Puz de parte a tradução que fazia”. Coisa dos tempos do Brasil imperial, como se vê. Desde 1943, com a uniformização da grafia, não há mais z em nenhuma das formas assumidas pelos verbos pôr, querer e derivados (antepor, propor, predispor; requerer etc.) É sempre s: pus, pôs, puser, pusesse, antepuser; quis, quiser, quisesse, requiser etc.


“Adequar”, um verbo no limbo
A maioria dos gramáticos e dicionaristas considera defectivo o verbo “adequar” (defectivos são vocábulos a que faltam algumas formas comuns a outros da mesma classe.) Sendo defectivo, não se conjugam as formas de “adequar” em que a vogal tônica é u. É o que ocorre em quase todo o presente do indicativo e, portanto, nos tempos e pessoas derivados: o presente do subjuntivo e o imperativo negativo, além da 3ª pessoa do singular, da 1ª e da 3ª do plural do imperativo afirmativo. Presente do indicativo: adequamos, adequais. Presente do subjuntivo: adequemos, adequeis. Imperativo afirmativo: adequemos, adequai. Imperativo negativo: não adequemos, não adequeis.

Os outros tempos são regulares. Recomenda-se que as formas inexistentes sejam substituídas pelas equivalentes de verbos irregulares sinônimos: acomodar, adaptar, amoldar e ajustar. A forma pronominal é mais usada: “adequar-se”. Mas nem todos concordam em que “adequar” seja um verbo “defeituoso”. O Houaiss, por exemplo, traz sua conjugação completa. Na dúvida, o melhor é ficar com a maioria e, por enquanto, continuar considerando adequar um legítimo defectivo.


O bizarro “parir”

Apesar de causarem estranheza e serem um tanto malsoantes, algumas formas de “parir” podem ser usadas à vontade por quem precisar, diz a maioria dos sábios. Inclusive a 1ª pessoa do presente do indicativo e todas as do presente do subjuntivo. Esse verbo já foi tratado como defectivo, a que faltavam essas formas, mas não há razão para isso: presente do indicativo – pairo, pares, pare, parimos, paris, parem; presente do subjuntivo – paira, pairas, paira, pairamos, pairais, pairam.

Portanto, se uma senhora grávida tiver programado cirurgia cesariana em data a escolher, dependente do signo astrológico, poderá anunciar:

“Eu pairo no dia que quiser, de amanhã a uma semana.”

E o parceiro, compreensivo:

“Que ela paira à vontade, porque eu já fiz o que podia.”

Fonte: Armadilhas verbais.[S.I.]:Revista Língua Portuguesa, 2011. Disponível em:<http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12192>. Acesso em 10 jan. 2011, 16:48:15.


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